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Coreia Do Sul E Eua Podem Alterar Exercicio Militar Para Atender Norte Dizem Fontes - - Cidade - Estado


Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/coreia-do-sul-eua-podem-alterar-exercicio-militar-para-atender-norte-dizem-fontes-22686835


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'Não somos a Líbia nem o Iraque', diz Coreia do Norte ao justificar ameaça de cancelar cúpula Pyongyang chama de 'ameaçadora' declaração de conselheiro de Segurança Nacional de Trump, John Bolton, que falou em 'modelo líbio' para desarme norte-coreano por O Globo / Agências internacionais 16/05/2018 8:22 / Atualizado 16/05/2018 14:49 Jato da Força Aérea sul-coreana decola de base militar em meio as operações militares conjuntas 'Max Thunder' entre EUA e Coreia do Sul - Park Chul-hong / AP Publicidade SEUL - Depois de culpar os exercícios militares conjuntos entre EUA e Coreia do Sul pela ameaça de suspender a cúpula entre o ditador Kim Jong-un e Donald Trump, marcada para 12 de junho em Cingapura, o governo da Coreia do Norte voltou suas baterias contra o conselheiro de Segurança Nacional de Trump, John Bolton, que tem defendido o "modelo líbio" para as negociações nucleares com Pyongyang. Segundo este modelo, antes de qualquer contrapartida americana, a Coreia do Norte teria que demonstrar sua "completa e irreversível desnuclearização". "Isto não é uma manifestação de quem deseja abordar a questão por meio do diálogo. É essencialmente uma medida ameaçadora para impor ao nosso Estado o destino da Líbia ou do Iraque, que entraram em colapso devido à submissão às grandes potências", advertiu Kim Gye-gwan, vice-chanceler norte-coreano, em um comunicado à imprensa, que menciona as expectativas criadas pelo encontro recente entre Kim Jong-un e o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, e lamenta as declarações feitas posteriormente por Bolton. LEIA MAIS: Coreia do Norte começa a desmontar base de testes nuclearesPompeo: EUA vão oferecer possíveis garantias de segurança a KimEUA promete 'futuro repleto de prosperidade' se Coreia do Norte deixar armas nuclearesBolton era subsecretário de Estado de George W. Bush quando Muamar Kadafi concordou em abrir mão de seu programar nuclear em troca da suspensão das sanções, em 2004. Em 2011, durante a Primavera Árabe, uma intervenção armada para proteger civis líbios autorizada pela ONU acabou se transformando em uma operação de mudança de regime, com a queda e morte de Kadafi. Bolton foi também um dos arquitetos da invasão do Iraque, em 2003, sob o pretexto, que se mostrou falso, de que o país teria armas de destruição em massa. "O mundo sabe muito bem que nosso país não é a Líbia nem o Iraque, que tiveram um destino miserável. É absolutamente absurdo ousar comparar a República Popular Democrática da Coreia do Norte, um Estado nuclearizado, com a Líbia, que estava no estágio inicial do desenvolvimento nuclear. Já observamos as características de Bolton no passado, e não escondemos nossos sentimentos de repugnância em relação a ele", continuou o comunicado. O vice-ministro disse ainda que a a Coreia do Norte já declarou diversas vezes sua intenção de desnuclearizar a Península Coreana, mas que uma condição para isso é o fim da "política hostil" e das "ameaças e chantagens" dos Estados Unidos. Segundo ele, essa é a contrapartida desejada pelo regime de Pyongyang, e não compensações econômicas que têm sido prometidas pelo governo Trump. "Nunca tivemos nenhuma expectativa de de apoio dos Estados Unidos para nossa construção econômica e não faremos tal acordo no futuro." Apesar da ameaça norte-coreana, a Casa Branca disse nesta quarta-feira que ainda tem esperanças de que o encontro entre o presidente Donald Trump e Kim Jong-un possa acontecer em 12 de junho em Cingapura, ao mesmo tempo em que se prepara para "negociações duras". — O presidente está pronto se a reunião ocorrer. Se isso não acontecer, continuaremos a campanha de pressão máxima que está em andamento — disse a porta-voz Sarah Sanders. Publicidade — Teremos que ver — respondeu o próprio Trump ao ser questionado por jornalistas. — Não há decisão, não fomos notificados sobre nada. Não vimos nem ouvimos nada. Na imprensa americana, o comunicado do vice-chanceler está sendo interpretado como uma tentativa de dividir a equipe de Trump, na qual Bolton é o mais duro. CHINA FAZ APELONesta quarta-feira, o governo chinês, principal aliado político e econômico da Coreia do Norte, pediu publicamente a Kim Jong-un que mantenha a cúpula com Trump em meio às ameaças do regime norte-coreano. O ministro do Exterior chinês, Lu Kang, disse que os dois lados deveriam garantir que o encontro vai acontecer como planejado com "resultados substanciais". De acordo com o que foi anunciado, Kim e Trump devem se reunir em Cingapuraem 12 de junho. Lu afirmou que a cúpula é crucial para reduzir as tensões na Península Coreana e manter a paz e a estabilidade reg
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