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1968 O Ano Em Que A Cultura Jovem Dominou A Moda - - Cidade - Estado


Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo/1968-ano-em-que-cultura-jovem-dominou-moda-22678410


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Coreias do Norte e do Sul vão fechar postos de vigilância... 1968, o ano em que a cultura jovem dominou a moda Movimentos culturais da Swinging London influenciaram estilo da juventude parisiense por Renata Izaal 13/05/2018 4:30 / Atualizado 14/05/2018 12:39 Estilo. Modelo Jean Shrimpton, da ‘Swinging London’: influência britânica - Reprodução/Hulton Deutsch Collection Publicidade RIO - Enquanto os estudantes tomavam as ruas de Paris, em maio de 1968, o sistema da moda formulava a sua própria revolução. Nada que passasse pelas salas de aula da Sorbonne, ao contrário, os códigos de estilo do século XX foram reinventados do outro lado do Canal da Mancha, na Swinging London, onde, desde o início dos anos 1960, os jovens usavam roupas, acessórios, maquiagem e cortes de cabelo para criar a imagem de uma geração radicalmente diferente da de seus pais. E foram justamente eles — com a ajuda do novo alcance transnacional da cultura pop — que transformaram a indústria da moda para sempre. Nas questões de estilo, 1968 também é o ano que não terminou. O que os estudantes vestiram nas ruas de Paris há 50 anos não era uma novidade: minissaias e botas, suéteres de gola rulê e trench coats, camisetas polo e paletós já constavam do guarda-roupa dos Mods desde o fim dos anos 50. O movimento, nascido na classe operária inglesa com anseios de inserção social, inspirou-se no cinema italiano e nos clubes de jazz do Soho londrino, mais tarde incorporando o rock de bandas como The Who. A ele somaram-se, no decorrer dos anos 1960, os desenhos da Op Art de Bridget Riley, as cores da Pop Art, os ternos sem colarinho, os cortes de cabelo dos Beatles e a mistura de roupas de grife com peças garimpadas em feiras, como a Portobello Road Market. Um cenário tão explosivo que se tornou conhecido como youthquake, uma brincadeira com as palavras inglesas youth (juventude) e earthquake (terremoto), como notou Robert Orbach, diretor da butique I was Lord Kitchener’s Valet, em Portobello Road, onde Mick Jagger comprava jaquetas: “O design da classe trabalhadora, a moda britânica, o rock and roll, Beatles, Carnaby Street... de repente tudo se juntou”. LEIA MAIS:'Não queremos repetir o Cohn-Bendit', dizem jovens ativistas francesesExperiência nazifascista levou a violência no pós-68 na Itália e Alemanha, diz sociólogoCronologia: Dez semanas de utopia em 1968O sucesso das butiques londrinas foi enorme. Em 1967, elas eram 2 mil na capital britânica, sobretudo na região de Chelsea e em Carnaby Street, a rua-símbolo da Swinging London. Marcas como a Biba, de Barbara Hulanicki; a Bazaar, de Mary Quant; a His Clothes, de John Stephen; e a Vince’s Man’s Shop, de Bill Green, foram exaustivamente copiadas em outros países. Em Paris, a New Man, que existe até hoje, foi a primeira loja a vender o estilo nascido em solo inglês. Fundada em 1965, três anos depois ela vestia os manifestantes franceses em calças de veludo cotelê e camisas ajustadas ao corpo. Rapidamente, a butique ganhou imitações, todas com nomes ingleses, como Cardiff e Dean. Publicidade 1968 x 2018: compare os hábitos socioculturais de cada épocaCartazes de protestos em 1968 em exposição na galeria Beaux Arts, em Paris Foto: Francois Mori / AP1968: o que diziamEntre as ideias propagadas na França naquele ano, estavam: “É proibido proibir” / “Sejam realistas, peçam o impossível” / “A imaginação no poder” / “Não quero perder minha vida ganhando-a” / “Sob os paralelepípedos, a praia” / “Esqueça tudo o que você aprendeu, comece a sonhar”.Estudantes protestam contra projeot de seleção para entrada em universidades francesas em frente à Sorbonne, em Paris Foto: ALAIN JOCARD / AFP2018: o que dizemHoje em dia, são outras reivindicações: “Fechado pela administração, aberto pelos estudantes” / “Nada a dizer, tudo a fazer” / “Antes bandido do que Bendit” / “Maio 68, eles comemoram, nós recomeçamos” / “Abaixo o presidente dos ricos” / "Não ao golpe de Estado social”.O filósofo Michel Foucault Foto: Arquivo1968: O que liam Carregadas de ideais progressistas, entre as principais obras literárias estavam: “As palavras e as coisas”, Michel Foucalt / “Eros e civilização”, Herbert Marcuse / "O livro vermelho”, Mao Tsé-tung / “O combate sexual da juventude”, Wilhem Reich / “A revolução da esperança”, Erich Fromm.Noam Chomsky Foto: AP2018: o que leemHoje em dia, são: “Temos razão de nos revoltar”, Alain Badiou / "King Kong teoria”, Virginie Despentes / “A origem dos outros”, Toni Morrison / "Indignai-vos”, Stephane Hessel / “Quem governa o mundo?”, Noam Chomsky.A diretora Agnes Varda na p
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